Com choro e samba, grupo joinvilense continua a carreira musical
O grupo Moendo Café que começou tímido, foi formado de última hora para se apresentar em um bar de Blumenau. No ano de 2009, ele está com novos integrantes e inseriu um novo gênero musical: o samba. A formação atual conta com Ricardo Campos no cavaco solo, Luizinho no cavaco centro, Carlos Augusto (Guto) no violão de sete cordas, Ed no pandeiro de couro e Rafaela Ventz na Voz. Os músicos se apresentam todos os sábados, às 14 horas no Bar da Brahma, localizado no terceiro piso do Shopping Muller, em Joinville.
No início, eles eram “chorões”, tocavam choro somente . Após dois anos resolveram inovar para atuar fortemente na área cultural, e então chamaram a cantora Rafaela Ventz, ex- vocalista da Banda joinvilense Queda d´água, que cantava músicas que faziam parte da MPB e o percussionista Ed que tem influência de samba.
Segundo Luizinho , nos dias de hoje está difícil de se abrir a porta para o choro no meio cultural local, mas quando se fala em samba ainda há portas abertas pelo motivo que músicas cantadas são mais fáceis de serem aceitas e compreendidas pelo povo. “O samba nos dá a oportunidade de fazer música boa ”, complementa ele.
Os instrumentistas irão continuar com o repertório de choro, assim o grupo não perde a tradição. Eles tocarão composições dos chorões: Joaquim Callado até Hamilton de Holanda. Rafaela Ventz, irá cantar clássicos de Noel Rosa , Paulinho da Viola , Cartola, Teresa Cristina e outros cantores que se destacam no meio cultural. Essa mesclagem fica menos cansativa para o público que não está acostumado a ouvir só Choro.
Para esse ano o grupo pretende fazer apresentações em pontos culturais de Joinville e região. Segundo Luizinho, eles estão fazendo um material para ir buscar patrocínio das empresas locais.
Com o intuito de gravar um cd em 2010, no momento a ordem é ensaiar, ensaiar e ensaiar. Para eles o samba virou novidade, pois todos não o conheciam muito bem. O trabalho é serio e precisa de dedicação. O maior objetivo é divulgar os músicos e apresentar esse novo projeto. “Pretendemos gravar algumas coisas, choros e sambas já conhecidos e algumas músicas próprias”, conclui o instrumentista.
A maior dificuldade do grupo são os horários dos integrantes que não batem, já que ninguém pode viver diretamente da música. Segundo o cavaquinista Ricardo, é difícil conciliar o trabalho com a música.“ Todos amamos muito a música , não consigo viver sem ela , porém também precisamos trabalhar em outras áreas do mercado”, termina ele.